Síndrome pode atingir
profissionais da beleza
Burnout: diferente do estresse comum e mais prejudicial
A Síndrome de Burnout é uma doença de fundo psicológico que acomete principalmente trabalhadores que lidam diretamente com outras pessoas e têm alguma responsabilidade sobre elas, como médicos, psicólogos, enfermeiros e profissionais do setor de estética e beleza.
Os sintomas são variados, como cansaço crônico, desatenção, dores, problemas digestivos e de sono, alterações menstruais, irritabilidade e uma sensação contínua de estresse mesmo nas horas livres.
O estado de “burnout” é causado por uma conjugação de fatores internos e externos, explica a psicóloga Ana Maria Benevides-Pereira, 54, autora do livro “Burnout: Quando o Trabalho Ameaça o Bem-Estar do Trabalhador” e de uma série de artigos sobre o tema.
Profissionais mais idealistas, exigentes consigo mesmos, dedicados e com menos capacidade de lidar com situações difíceis estão mais propensos a sofrer da síndrome. Assim como aqueles que estão sujeitos a desorganização, baixos salários, poucas perspectivas de promoção, assédio moral e competição excessiva no ambiente de trabalho.
Além dos problemas físicos, o “burnout” se caracteriza sobretudo pelas ausências no trabalho e pela adoção de uma postura cínica e rude em relação ao outro, sejam colegas, clientes ou pacientes, o que os estudiosos chamam de despersonalização, diz Benevides-Pereira, que integra o Gepeb (Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Estresse e Burnout), da Universidade Estadual de Maringá (PR).
A Síndrome de Burnout não deve ser confundida com o estresse comum, pois envolve atitudes e condutas negativas com relação aos usuários, clientes, organização e trabalho, enquanto o estresse apareceria mais como um esgotamento pessoal com interferência na vida do sujeito e não necessariamente na sua relação com o trabalho.
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